Dia 03

 Não consegui dormir direito essa noite. Dormi com o celular na mão e com frio. Tomei um banho quente, liguei o aquecedor e consegui descansar um pouco, mas logo acordei. Aproveitei para organizar os papeis e a roupa para a primeira reunião do dia. 


às 8h desci para o salão para tomar café. Me encontrei com o Guilherme e a Noriko. 

Tinha opção de pães, leite, café, mas escolhi o tradicional café da manhã japonês... Gohan branco, misoshiro, uma fritura, ovos e um cozido com grão de bico e feijão com molho de tomate. Tudo muito saboroso. 

Depois subimos para o quarto para terminar de organizar os materiais para a nossa primeira reunião do dia. 

Nos encontramos na sala de Seminário nº10 onde conhecemos a Murakami san. que nos passou orientações gerais sobre nossa permanência na JICA, como orientações sobre assistência médica, uso de cartão de banco e recebimento de ajuda de custo, informações sobre as instalações da JICA Kyushu (refeitório, recepção, quartos, empréstimo de itens, segurança dentro e fora das instalações, comportamento e senso de responsabilidade para com a comunidade local - Houve um caso de abuso sexual por um dos participantes em 2018 o que causou um impacto negativo muito grande, por isso fomos alertados sobre os comportamentos e a proibição de acessar alguns lugares a noroeste da associação, incluindo o mercado Spina que é o mais perto). Devido ao incidente toda vez que saímos do alojamento precisamos deixar a chave do quarto e preencher uma ficha com informações sobre onde vamos, horário estimado de retorno, qual o curso, número do quarto, nome e levamos também um pequeno aparelho que serve como celular, que liga direto para o centro, caso precisamos utilizar em alguma urgência. 

Em seguida conhecemos a Hirasawa san, coordenadora de assistència médica, que nos explicou sobre a disponibilidade de atendimento e também passou orientações sobre prevenção ao Corona Vírus e a Gripo Influenza (comum nessa época do ano). Por este motivo, precisamos aferir a temperatura 02 vezes ao dia.  

Depois, Murakami san nos guiou em um tour pelas instalações, onde vimos outras áreas que não tínhamos conhecido como sala médica, quadra poliesportiva, biblioteca, lavanderia e saídas de emergência. 

Por volta das 11h as orientações tinham se encerrado e fomos almoçar no centro mesmo. A comida é muito bem feita e o refeitório é aberto para acesso ao público local, então tinham mais pessoas no salão. O prato que escolhi foi o de carne suína com vegetais no estilo chinês, acompanhado de gohan branco, misoshiro e saladinha de repolho com um pouco de salada de batata e Shunmai, um bolinho de carne suína envolto em folha de harumaki e frito. 


A tarde, conhecemos nossa professora de japonês a Noriko san, que nos ensinou o básico da apresentação japonesa, alguns costumes e regras de etiqueta mais comuns para quando formos visitar a comunidade local. Em pouco menos de 2 horas aprendi coisas muito valiosas sobre o ponto de vista japonês. Por exemplo, eu achava que era mais fácil falar meu nome japonês do que Fábio. Mas, Noriko san explicou que para o japonês é mais difícil entender nomes japoneses vindo de estrangeiros, pois no senso comum, espera-se nomes diferentes dos japoneses, ainda mais se a pessoa não tiver traços japoneses. Por isso é mais fácil assimilarem FABIO do que SHIGA. Achei interessante e nunca tinha pensando nesse ponto de vista. 

Vale destacar que todos são muito simpáticos e atenciosos, mesmo quando o assunto se refere a situações sérias e que envolvem punição (como o assunto do assédio). 

Depois de liberados, saímos para andar um pouco e encontramos um KOJIMA, loja de departamento onde encontra-se eletrônicos e eletrodomésticos. Já encontrei a panela de gohan da Mayumi san, ainda bem!. Depois, passamos no mercado e voltamos correndo para pegar o jantar aqui no centro mesmo. 

O dia foi muito produtivo e estou aguardando para conhecer nossa coordenadora de curso com quem troquei e-mails amanhã. 

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